Descrição
Esta dissertação tem como objetivo analisar os impactos da formação continuada de
professores da Educação Infantil no atendimento às crianças com Transtorno do
Espectro Autista (TEA) no município de São Paulo. A questão que orienta esta pesquisa
é: Como os processos de formação continuada influenciam a prática pedagógica dos
professores no atendimento a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em
escolas públicas de São Paulo? O objetivo geral desta pesquisa é investigar o autismo
na educação infantil, a partir de percepções literárias sobre a formação continuada no
município de São Paulo. Os objetivos específicos incluem: Examinar, por meio da análise
documental e bibliográfica, os conteúdos abordados em cursos de formação continuada
voltados à inclusão de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Investigar,
com base na literatura, como os conhecimentos teóricos adquiridos na formação
continuada podem contribuir para práticas pedagógicas inclusivas no contexto da
educação infantil. Refletir sobre as políticas públicas e estratégias pedagógicas
relacionadas à inclusão escolar, com ênfase na formação docente e nos desafios
enfrentados pela educação infantil no município de São Paulo. A pesquisa adota uma
abordagem qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, com levantamento
bibliográfico e análise documental. A fundamentação teórica apoia-se em autores como
Mantoan (2006), Grandin e Panek (2023), Schwartzman (2003), Pletsch (2009), dentre
outros, além de documentos legais como a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº
13.146/2015), a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Currículo da Cidade —
Educação Infantil. Os resultados indicam que a formação continuada, quando
estruturada de forma contínua, colaborativa e centrada nas práticas inclusivas, contribui
significativamente para a melhoria das práticas pedagógicas, promovendo o
desenvolvimento integral das crianças com TEA. Entretanto, persistem desafios
relacionados à ausência de formações específicas, lacunas na articulação entre teoria e
prática, e limitações estruturais nas unidades escolares. Conclui-se que a efetivação da
inclusão depende de políticas públicas robustas e de uma formação docente que
reconheça e valorize as singularidades das crianças, promovendo ambientes educativos
mais justos, equitativos e acolhedores.