Descrição
Ao pesquisar “a alfabetização e o letramento no contexto da educação integral”, esta pesquisa analisa criticamente como as políticas públicas educacionais brasileiras concebem e orientam esses processos, examinando seus fundamentos teóricos, diretrizes normativas e os impactos produzidos na organização das práticas pedagógicas. O estudo parte do problema de "Como as políticas públicas brasileiras têm articulado a alfabetização e o letramento na educação integral, e quais são seus efeitos na formação de estudantes leitores?" A hipótese levantada é que essas políticas, ao integrarem alfabetização e letramento na proposta de educação integral, promovem uma formação mais significativa e contextualizada, mas enfrentam limitações como formação docente insuficiente, infraestrutura precária e desconexão entre teoria e prática. O objetivo geral desta pesquisa é assim definido: "analisar como as políticas públicas brasileiras articulam a alfabetização e o letramento no âmbito da educação integral, identificando seus fundamentos, diretrizes e impactos na prática pedagógica", Como objetivos específicos, elencou-se: contextualizar as principais políticas públicas brasileiras que relacionam alfabetização, letramento e educação integral; identificar os conceitos de alfabetização e letramento presentes nessas políticas e suas implicações pedagógicas; examinar como a educação integral é concebida nessas políticas e sua relação com o processo de alfabetização e letramento. Metodologicamente, a pesquisa trata-se de um estudo bibliográfico e documental de abordagem qualitativa, com análise de documentos oficiais (LDB, BNCC, PNAIC, PNE) e produções acadêmicas (dissertações entre 2014 e 2024), utilizando a técnica de análise de conteúdo em Bardin, para categorizar dados e identificar padrões. A análise revela tensões normativas significativas, particularmente entre a Resolução CNE/CEB nº 7/2010, que estabelece os três primeiros anos do Ensino Fundamental como ciclo de alfabetização, e a BNCC, que concentra este processo preferencialmente nos dois anos iniciais, criando divergências conceituais e operacionais que impactam a implementação das políticas. Os principais teóricos que fundamentam a pesquisa incluem Magda Soares (1998; 2004; 2010) e Paulo Freire(1987; 1989), que diferenciam alfabetização (domínio técnico) e letramento (uso social da escrita); Ferreiro (1985), com sua psicogênese da língua escrita; Moacir Gadotti (2009 e 2013) e Miguel Arroyo (2012), que discutem a educação integral como formação holística.